
A UNIALFA recebeu, no dia 28/05, na unidade Perimetral, uma exposição intitulada “Cocina Tradicional Mexicana” dedicada à riqueza histórica, cultural e gastronômica do México. O evento apresentou obras do fotógrafo mexicano Ignacio “Nacho” Urquiza e promoveu um momento de intercâmbio cultural com estudantes, docentes e convidados.
A abertura da exposição contou com a presença do embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, que destacou a importância da integração entre culturas e o valor da gastronomia mexicana como expressão da identidade de um povo.
Durante o encontro, o embaixador também ressaltou os elementos que levaram a culinária tradicional mexicana a ser reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A distinção valoriza não apenas os sabores e pratos típicos do país, mas também práticas ancestrais, modos de preparo, sistemas agrícolas, rituais comunitários e saberes transmitidos entre gerações.
Entre os elementos centrais dessa tradição estão ingredientes de origem pré-colombiana, como o milho, o feijão e a pimenta, que atravessaram os séculos como base nutricional, simbólica e cultural da alimentação mexicana. A exposição também permitiu ao público conhecer aspectos ligados a técnicas tradicionais, como a nixtamalização, processo milenar de preparo do milho utilizado na produção de massas para tortilhas, tamales e tacos.
Outro ponto destacado foi o sistema das milpas, modelo agrícola tradicional e sustentável em que milho, feijão e abóbora são cultivados de forma integrada, favorecendo o equilíbrio do solo e a continuidade de práticas comunitárias.
Mais do que uma mostra fotográfica, o evento proporcionou uma experiência de aproximação entre arte, cultura, história e conhecimento. A culinária mexicana foi apresentada como patrimônio vivo, construído coletivamente por comunidades, famílias e tradições que preservam a memória e a identidade do país.
A presença da exposição na UNIALFA reforça o compromisso da instituição com a formação plural dos estudantes, incentivando o contato com diferentes culturas, narrativas e manifestações artísticas.
Para a comunidade acadêmica, a atividade representou uma oportunidade de ampliar repertórios, fortalecer o diálogo intercultural e compreender como a gastronomia também pode expressar história, território, pertencimento e diversidade.


