
Os estudantes do curso de Psicologia da UNIALFA encerraram as atividades da disciplina Bases Humanistas Existenciais com apresentações que integraram rigor teórico e proposições criativas aplicadas a questões contemporâneas da prática psicológica.
A atividade foi conduzida pela professora Jaíne Batista, que desafiou as turmas a aproximarem autores fundamentais da filosofia, que é alicerce para a prática clínica da Psicologia Humanista, como Sartre, Merleau-Ponty, Han, Levinas e Le Breton, dos dilemas reais enfrentados pela sociedade.
Entre os trabalhos apresentados, destacou-se uma proposta que relacionou a ética da alteridade de Emmanuel Levinas aos saberes dos povos originários, evidenciando que acolher o “Outro” é um saber ancestral, essencial para uma psicologia decolonial e inclusiva. como perspectivas ancestrais reforçam uma psicologia sensível, humanizada e decolonial.
Outra apresentação que chamou atenção foi a simulação de um programa de auditório, que apresentou o produto fictício “Aceita Corpin”, criado para discutir, de forma crítica e bem-humorada, a relação entre corpo, identidade e sociedade. Inspirados em David Le Breton, os estudantes analisaram a estetização do corpo, a ditadura da beleza e a necessidade de compreender o corpo como sujeito, não como objeto.
A programação incluiu ainda encenações teatrais, ilustrando a liberdade existencial e podcasts temáticos sobre a sociedade do desempenho.
A iniciativa reforça o compromisso da UNIALFA com uma formação ampla, crítica e fundamentada, estimulando nos futuros psicólogos a capacidade de interpretar o mundo a partir de múltiplas perspectivas, um passo essencial para uma atuação ética, consciente e transformadora.






